Saturday, May 24, 2008
whatever....I don't care!
Sunday, April 20, 2008
série das coisas que merecem ser reditas - nº 001
Monday, April 14, 2008
falando em querer...
Este silêncio interno, propulsor de pensamentos inóspitos, contraposto aos pensamentos histéricos que dele se origina. Violência e devaneio. Vida devassa e sem sentido. Falta de tudo, de nada, de coisa alguma. Hino sem canto. Medo aparente de coisa abstrata. Loucura irregular e sem função. Digo isso como se loucura tivesse função. Me auto-ridicularizo contradizendo a frase ante citada, e me contraponho a minha contradição num movimento cíclico e infinito e afirmo o afirmado e desmentido. Sim tem razão a loucura que me cerca. A mesma de um pilar que sustenta o edifício, a mesma da fé que cura mal, a mesma do artista que corta sua orelha pelo valor da estética. Razão concreta ou não, aquela que só o próprio ser é capaz de entender. Razão que condensa em si a verdade crua, verdade onde se edifica uma vida, na certeza que só nela se pode edificar qualquer coisa. Crua por ser um busca solitária, intensa e dolorida. Movida por amor me desnudei dele, seca. Fria e gélida, passível de pena por mim mesma. Assim, sinto nada, por ninguém. Não há do que me queixar, não há sonhos a realizar, não há lamentos, nem há mais lágrimas. Precipício e cheiro de fim. Se houvesse odor, o desamor cheiraria algo insuportável. O amor, maldito, cheira o que de mais agradável existe no universo, seu cheiro fica colado nos pêlos, na pele. Vicia e excita. Depois vai se dissipando, como um perfume que se usa muito e já não se sente mais. Até chegar a ser inodoro. E então vem um cheiro ruim, de coisa queimada. E é cheiro de lixo, de podridão. Fugimos desse odor, fugindo dos nossos fantasmas. Corro se destino, por circuito conhecido. Longe do amor, e do cheiro do desamor. Não sei o que me incomoda mais. A solidão intensificada pelo “estar só”, amando tanto, ou o hostil inerte negro poço do não amar. Não quero mais nenhum dos dois. Quero liberdade, quero novos horizontes, quero carinho e sexo. Ponto e exclamação, sem nenhuma reticiência. Sem precisar ter alguém ao meu lado pelo resto de sua vida, invadindo todos os meus planos, reagindo a cada um de meus passos, pelo menos assim eu desejando. NÃO! Quero caminhar com minha morada feliz ainda que só. Quero necessitar apenas de mim, e nada mais fazer pelo outro. Quero o equilíbrio do bem e do mal. Espero um pouco essa minha temporária morte, pra então restabelecer uma nova vida. Sem você. Porque pra ti não terá espaço algum. Tomei-o todo para mim. Te quero longe, te quero fora. Ai como machuca dizer... mas, não te quero mais.
Monday, April 7, 2008
Retorica!
Quero o esquecimento. Quero....quero tanto...e nada quero. Quero o poder de nao querer mais!
Tuesday, April 1, 2008
Sobre vício, vida e chulé!
Thursday, March 27, 2008
!!!
Meus olhos aos berros quase interrompem o ritmo da música que nos conduz. Não é, mas se fosse Cazuza a música diria “eu quero a sorte de um amor tranqüilo/ com sabor de fruta mordida/ nós na batida no embalo da rede/ matando a sede na saliva”. Minha mão então quer dizer algo, primeiro te puxa, acertiva. Depois escorrega e te desenha, caminho que em seguida é feito pela boca, que já te conhece de cor. Familiar cheiro de praia, de mar, de pele morena banhada de Sol.
Na escuridão da noite também há luz, que se espalha e reflete na seda da cama. Tecido que molda meu corpo no instante em que o seu me invade. Valsa, tango e rock’n roll. Dançamos em muitos passos, num ritmo ascendente e harmônico. Um sopro na nuca, um beijo mão, loucura e ternura unidas e em contraste. Seios e músculos. Vibração. Gemidos. Vertigem. Frio. Calor. Frisson. Treme. Grito. Êxtase. Emoção. Silêncio. !!! Amo este silêncio secular. Suave, agora é você quem me busca, me protege, me envolve. Teu cheiro em mim. Zêlo. Adormeço.
Wednesday, March 26, 2008
On the Road
NAO! Sempre amei a estrada. Essa liberdade. Lembro de escutar Barao Vermelho, Cazuza, Beatles, Queen, Stones, Eric Clapton, Elis, Caetano, Chico ... no banco de tras da antiga parati, meu pai com grandes oculos escuros, com a bermuda jeans rasgada, uma antiga camiseta, e o pair de allstar preto. Minha mae ao lado (talvez em outro mundo), talvez estive la tambem, nunca soube ao certo! Tinha alpargatas, uma longa saia, oculos escuros, cantarolava as musicas vindas do cassete, o quebravento dava um ar novo a sua vida. Lembro desse cheiro de estrada. Eramos os tres e o nosso mundo a parte. Era ali que nos libertavamos, que tinhamos vida, uma que ninguem sabia. Ali. Exatamente ali. Eramos uma familia feliz....