Saturday, May 24, 2008

whatever....I don't care!

Ando em falta eu sei. Tenho tantos afazeres. e descobri que todo mundo o tem. diferenca?! que todo mundo faz. ou pretende. e eu cansei de pretender. tenho novos projetos e novos sonhos. tenho ressaca de uma bebida que nao tomei. tenho gastrite por culpa minha. fiz um buraco no meu estomago. e vou falar uma coisa! Eh a mesma coisa que dar um tiro no pe. nao atendo mais as ligacoes no meu celular. apaguei minha agenda. surtei e sumi. sumi de mim. das palavras e dos dias. fugi para um lugar que nunca fui e talvez eu ainda continue la. as vezes dou aparicoes, mas logo saio a francesa, que nunca funciona. todos reclamam. e reclamam demais. ando em falta eu sei. mas nao me importo nao mais. mesmo que nao parta em duas semanas eu nao me importo mais. nao fui eu quem queimou sutias na praca aquela tarde. mas pago assim mesmo. pago o preco mais caro do que o que eu comprei. mas nao me importo. nao me importo com nada. ate mesmo, porque nem aqui eu estou. deixei de me pertencer, e agora so quero lembrar dos detalhes dos meus sonhos, que se tornaram realidade. ouvi historias que nao me pertenciam e as tomei como minha. nao por nao ter uma propria simplesmente por nao me importar mais. mais nada importa. ate porque mesmo aqui eu nao estou. preciso de cinco mil caracteres interessantes e sem letras procedentes. to em falta. eu sei. nao ligo choro mais e nem rio. nao me importo. nao falo nem escuto. nao me importo. isso queima. e doi. quero mais um trago no buraco. nao me importo, aqui nao estou. dei explicacoes em outras linguas, e me fiz de ouvidos mocos, quando a resposta veio como um rojao. nao me importo. e isso nem tem a ver com voce, ou com voce..e voce tambem. nao importa. ninguem o le. tenho zilhoes de livros, mas nao me importo. tenho um conhecimento, que ninguem quer conhecer, tenho melodias desconhecidas e que nem serao descobertas, aprendi a tocar, mas ninguem vai ouvir. achei uma teia de aranha no meu carro, que eh meu, mas que eh emprestado. mas nao me importo, aqui faz calor e frio, as vezes ate me lembro, mas nao me recordo. tenho substancias quimicas no meu corpo ate 2100. e nem isso mesmo eu me importo. os remedios de dormir ja nao funcionam mais, eu nem me lembro como mesmo eh sonhar, por isso sonho acordada, e sou contra todos os fatos e fatores que nao se alteram. mas mesmo assim eu nao me importo. eu que ja deixei de falar, nem mesmo sei o tom da voz, os cabelos ja perderam cor e o olhar esta perdido. sem futuro ou passado. nao preciso de ordem nem de letras maiusculas. nao preciso e nao me importo. nao tenho que explicar esse texto sem pe nem cabeca e por mais que seja estranho: eu nao me importo.

Sunday, April 20, 2008

série das coisas que merecem ser reditas - nº 001

displicente sorrateira sorrio um olhar sem licença escorregadio devagar falo e silencio. assustas. adoro!

Monday, April 14, 2008

falando em querer...

Este silêncio interno, propulsor de pensamentos inóspitos, contraposto aos pensamentos histéricos que dele se origina. Violência e devaneio. Vida devassa e sem sentido. Falta de tudo, de nada, de coisa alguma. Hino sem canto. Medo aparente de coisa abstrata. Loucura irregular e sem função. Digo isso como se loucura tivesse função. Me auto-ridicularizo contradizendo a frase ante citada, e me contraponho a minha contradição num movimento cíclico e infinito e afirmo o afirmado e desmentido. Sim tem razão a loucura que me cerca. A mesma de um pilar que sustenta o edifício, a mesma da fé que cura mal, a mesma do artista que corta sua orelha pelo valor da estética. Razão concreta ou não, aquela que só o próprio ser é capaz de entender. Razão que condensa em si a verdade crua, verdade onde se edifica uma vida, na certeza que só nela se pode edificar qualquer coisa. Crua por ser um busca solitária, intensa e dolorida. Movida por amor me desnudei dele, seca. Fria e gélida, passível de pena por mim mesma. Assim, sinto nada, por ninguém. Não há do que me queixar, não há sonhos a realizar, não há lamentos, nem há mais lágrimas. Precipício e cheiro de fim. Se houvesse odor, o desamor cheiraria algo insuportável. O amor, maldito, cheira o que de mais agradável existe no universo, seu cheiro fica colado nos pêlos, na pele. Vicia e excita. Depois vai se dissipando, como um perfume que se usa muito e já não se sente mais. Até chegar a ser inodoro. E então vem um cheiro ruim, de coisa queimada. E é cheiro de lixo, de podridão. Fugimos desse odor, fugindo dos nossos fantasmas. Corro se destino, por circuito conhecido. Longe do amor, e do cheiro do desamor. Não sei o que me incomoda mais. A solidão intensificada pelo “estar só”, amando tanto, ou o hostil inerte negro poço do não amar. Não quero mais nenhum dos dois. Quero liberdade, quero novos horizontes, quero carinho e sexo. Ponto e exclamação, sem nenhuma reticiência. Sem precisar ter alguém ao meu lado pelo resto de sua vida, invadindo todos os meus planos, reagindo a cada um de meus passos, pelo menos assim eu desejando. NÃO! Quero caminhar com minha morada feliz ainda que só. Quero necessitar apenas de mim, e nada mais fazer pelo outro. Quero o equilíbrio do bem e do mal. Espero um pouco essa minha temporária morte, pra então restabelecer uma nova vida. Sem você. Porque pra ti não terá espaço algum. Tomei-o todo para mim. Te quero longe, te quero fora. Ai como machuca dizer... mas, não te quero mais.

Monday, April 7, 2008

Retorica!

O choro do estupro. A estupidez. O esquecimento que nem faz mais parte. E eu parei no capitulo 3 do livro frances. Talvez continue, talvez eu de! A pontada no ego que doi mais que a pontada da gastrite. Filha da Puta. Ela voltou. Ou estava ali, so de butuca, esperando a hora certa para me pegar. Desprevinida. E eu que nao aguento mais ter os olhos rasos d'agua. E a falta de casa. Sei agora que uma pasta de dente tem certa durabilidade. Os emails. O mundo inteiro. Voce e eu. E eu e voce. A decisao. Falar ou nao falar eis a questao. Ser feliz e nao saber do amanha. E nem ao menos se preocupar com isso. Pegar um velho disco e escutar ate riscar. Novamente a insonia. Pego um voo daqui a algumas horas. E nem mesmo sei do meu destino. Ja cansei de querer saber. Nao quero mais as cartas, e nem o benzimento. Quero que a Mae cuide dos filhos. Ainda os amo. Mas nao eh para mim. Ja decidi. Quero um Goldie. Que vai chamar Benjamin. Ou quem sabe Chico. So isso. Cansei das palavras ditas em vao. Cansei de cansar. Quero vida.
Quero o esquecimento. Quero....quero tanto...e nada quero. Quero o poder de nao querer mais!

Tuesday, April 1, 2008

Sobre vício, vida e chulé!

Estou com um vício devasso. Esse entorpecente de palavras. Essa angústia que expulsa de mim letras e sílabas que me pertencem. Mania maldita que me revela, me põe na bandeja, me deixa ridícula, me faz tola. Gesto incontrolável que informa meus passos, dita minha temperatura, de deixa e exposta e revela-se a mim mesma. Nego-me à tentação. Recuso me a aproximar de folhas em branco, mas comecei a escrever em livros sobre palavras bem melhores que as minhas. E nessa luta desleal, perdi. E aqui estou. Alias perco sempre em todas as lutas. E perco o sono também. E na falta dele me ponho do avesso. Conto carneiros, fantasio loucuras, e busco lembranças remotas de minha infância, onde meu sono era, geralmente, tranqüilo. E todos esses pensamentos me fazem sentir uma atração detestável em descrevê-los. O sono não vem, e ponho a relembrar algo que pulsa em mim, me vem a mente sem que eu me esforce pra isso, é a sensação invasiva que sentia ao entrar em uma boneca gigante, chama-se Eva, no parque de diversão Playcenter. Alguém se lembra da Eva? Era feita de algum tipo de espuma ou borracha. Cheirava chulé, uma vez que as crianças tinham que entrar sem seus calçados. Crianças brincando, correndo e transpirando num parque de diversões. O que cheiraria se suas meias molhadas passassem as centenas numa boneca de borracha e sem ventilação interna? Chulé! Não sei se era exatamente assim, mas é assim que me recordo, e o faço em detalhes, como se houvesse penetrado Eva hoje. Penetrar era um verbo que não conhecia quando era criança e caminhava pela Eva. Ela tinha um bebê, esta era a parte mais encantadora. Todos queriam chegar no ventre de Eva e ver o feto que ficava exposto. Era emocionante e ao mesmo tempo constrangedor. Que direito tínhamos de invadir aquela boneca? Não me lembro se tinha essa consciência na época, só me lembro que tinha uma sensação estranha. Sensação essa, resultado da soma da invasão de uma mulher grávida, cheiro de chulé com o fato do nome dela ser Eva. E Eva me fazia lembrar as odiáveis aula de religião que tive do jardim de infância (isso mesmo, jardim de infância) até a terceira série do primário. E sempre rolava esse papo de Eva, e diziam “coisas não muito boas” a respeito dela. Ela era acusada por ter sido expulsa do paraíso, porque comeu uma maça. Nem sabia porque raios uma maça tinha de mal. E a Eva tinha um nenê, era tão grandiosa, tão generosa deixando que todos a conhecessem, e era tão fedida. Mas não me parecia má. E tudo isso se juntava na minha pequena e infantil mente disléxica. E talvez eu esteja aqui falando dessas memórias, e cedendo as provocações da minha alma, e permitindo que essas palavras escapem de mim, porque me pareço um pouco com aquela boneca. Não atoa ela me veio tão forte a memória, e todo aquele período tão distante e aquelas sensações tão conflitantes. Eva, a boneca que tinha o chulé incrustado em sua pele, que era culpada de ter comido a maça, que se expunha tão inadvertidamente com sua cria no ventre, que conduzia visitantes pelo seu interior, que permitia ser invadida é um pouco o que eu sou hoje. Eu e esse vício de escrever. E talvez esteja no meu ventre, também, a maior de minhas jóias, a emoção e o âmago. Sou assim, meio culpada, meio monstro, meio generosa e tolerante. Permissiva e defensiva. Penso, até hoje, que o chulé da Eva, era o jeito que ela arrumou pra gente não ficar muito tempo lá.

Thursday, March 27, 2008

!!!

Uma brisa fresca bate levemente nos seus cabelos. O vejo parado, olhando os astros que também nos espiam. Sensação onírica, visto apenas um cachecol de plumas, é lúdico e te faço rir. Divirto-me e no mais sou pele, cheiro, saliva, febre e arrepio. Busco-te, te conduzo e me deixo em ti. Me lambe, me leva. Meu paladar precisa ouvir o que diz cada gota do teu suor, e o desejo, soturno e abstrato, também me molha.

Meus olhos aos berros quase interrompem o ritmo da música que nos conduz. Não é, mas se fosse Cazuza a música diria “eu quero a sorte de um amor tranqüilo/ com sabor de fruta mordida/ nós na batida no embalo da rede/ matando a sede na saliva”. Minha mão então quer dizer algo, primeiro te puxa, acertiva. Depois escorrega e te desenha, caminho que em seguida é feito pela boca, que já te conhece de cor. Familiar cheiro de praia, de mar, de pele morena banhada de Sol.

Na escuridão da noite também há luz, que se espalha e reflete na seda da cama. Tecido que molda meu corpo no instante em que o seu me invade. Valsa, tango e rock’n roll. Dançamos em muitos passos, num ritmo ascendente e harmônico. Um sopro na nuca, um beijo mão, loucura e ternura unidas e em contraste. Seios e músculos. Vibração. Gemidos. Vertigem. Frio. Calor. Frisson. Treme. Grito. Êxtase. Emoção. Silêncio. !!! Amo este silêncio secular. Suave, agora é você quem me busca, me protege, me envolve. Teu cheiro em mim. Zêlo. Adormeço.

Wednesday, March 26, 2008

On the Road

Eu ando com as contas atrasadas. E isso ja faz mesmo um ano, ou ate um pouco mais. Minha mesa anda uma bagunca, assim como minha vida. Arruma-la nao vai resolver nada, daqui uma semana ela estara assim novamente. A lingua eu ja bem sei. Os costumes e o peso eu me acostumo a cada dia mais. Chet Baker aqui eh um tom acima. Mas amo. Mesmo com suas botas de cowboy. Adoro esse lugar. Mesmo nao sendo o meu. Ainda tenho muito para desfrutar! Faco o que mais gosto agora nesse exato momento, planejo uma viagem. Nunca comentei do meu amor pela estrada. AMO! Desde sempre. Nunca fui uma dessas criancas chatas: "Pai?! Esta chegando?! O Paieee...ja estamos perto?!"
NAO! Sempre amei a estrada. Essa liberdade. Lembro de escutar Barao Vermelho, Cazuza, Beatles, Queen, Stones, Eric Clapton, Elis, Caetano, Chico ... no banco de tras da antiga parati, meu pai com grandes oculos escuros, com a bermuda jeans rasgada, uma antiga camiseta, e o pair de allstar preto. Minha mae ao lado (talvez em outro mundo), talvez estive la tambem, nunca soube ao certo! Tinha alpargatas, uma longa saia, oculos escuros, cantarolava as musicas vindas do cassete, o quebravento dava um ar novo a sua vida. Lembro desse cheiro de estrada. Eramos os tres e o nosso mundo a parte. Era ali que nos libertavamos, que tinhamos vida, uma que ninguem sabia. Ali. Exatamente ali. Eramos uma familia feliz....